• Giovane Ferreira Pereira

Empreendedorismo Inovador

Desta vez vamos falar um pouco sobre empreendedorismo. Um termo que está em alta em todos os meios, sejam privados ou públicos, mas que sempre levanta dúvidas sobre a sua verdadeira prática.


Mas afinal o que é empreendedorismo?


Para o dicionário é a disposição ou capacidade de idealizar, coordenar e realizar projetos, serviços, negócios e também a iniciativa de implementar novos negócios ou mudanças em empresas já existentes, gerenciar com alterações que envolvem inovação e riscos. Mas podemos simplificar um pouco e dizer que empreender é agregar valor, saber identificar oportunidades e transformá-las em um negócio lucrativo.


O empreendedorismo está fortemente relacionado com a inovação, pode significar criar riqueza, pode ser o desenvolvimento de novos produtos ou a criação de novos métodos de produção, também se contextualiza pelo acesso a novos mercados, novas formas de organização, na geração de lucro para a organização e valor para o cliente. O empreendedorismo tem grande capacidade de modificar um cenário econômico e potencializar o crescimento de uma empresa ou de uma sociedade.


Ao contrário do que aparenta, apesar do termo estar em alta, não é um modismo.


O conceito de empreendedorismo foi utilizado inicialmente por Joseph Schumpeter, economista austríaco e professor de Harvard, na primeira metade do século 20. Seu sonho era se tornar o maior economista, maior cavaleiro e o maior amante do mundo. Ele faleceu em 1950 considerado um profeta da inovação. Não sabemos ao certo se conseguiu realizar os outros dois sonhos. A dedicação compulsiva pelo trabalho teria sido a causa da sua morte.

Ele definiu que a destruição criativa é fruto do empreendedorismo. Quando se cria novos produtos, novos negócios e novos serviços estamos impactando mudanças tão significativas que podem fazer surgir até novos mercados e uma renovação da dinâmica capitalista. Em resumo a destruição criativa pode ser definida como a destruição de modelos de negócios e mercados dominantes e sua substituição pelo novo.


Fica o questionamento: o mundo viveria hoje sem o Whatsapp, Facebook, Linkedin, Twiter e Instagram?


Parece improvável não? Mas quem se arrisca a apostar que daqui a 5 anos todos eles ainda existirão ou serão substituídos por novas aplicações? Alguém ainda se lembra do Orkut? Ele foi criado em 2004 teve seu auge em 2008, tendo o Brasil e a Índia como os maiores utilizadores da plataforma, e desativado em 2014 como "vítima" da destruição criativa. Não sobreviveu ao Facebook criado em 2010 e que ocupa em 2019 o primeiro lugar no ranking das mídias sociais mais utilizados no mundo.


Existem três tipos de empreendedores:

  • Empreendedor Startup > que cria novos negócios e novas empresas

  • Empreendedor Social > que funda empreendimentos com missão social

  • Empreendedor Corporativo > intra-empreendedor ou empreendedor interno

Vamos nos falar um pouco mais do empreendedor corporativo. Que é definido como aquele que consegue aplicar a sua atitude de empreendedor no âmbito de uma empresa em que ele está inserido. A presença de empreendedores em uma empresa potencializa o seu crescimento. Ele não espera as coisas acontecerem, sendo extremamente proativo que faz as coisas acontecerem. Trata-se de alguém altamente motivado, tem boas ideias e sabe como implementá-las, não tem medo de iniciar projetos de forma arrojada, acredita no seu potencial, tem capacidade de liderança, consegue trabalhar em equipe e transforma fracasso em oportunidade.


Para ser um empreendedor corporativo você deve desenvolver o sentimento de dono da empresa, fazer suas ideias se transformarem em realidade, ter paixão e entusiasmo pelo que faz e ter foco naquilo que deseja alcançar. Precisa também ter profundo conhecimento, acreditar em sua capacidade realizadora e ter uma tenacidade incrível.


A inovação na alma é o caminho para o futuro na carreira, nos negócios e na vida.


A inovação vai além dos investimentos que as organizações têm feito na diferenciação dos seus produtos e serviços. Ela deve fazer parte da alma do profissional. O profissional deve ser um eterno insatisfeito que busca, a todo o momento, diferenciar as suas ações, seja para trazer novos recursos para o negócio, reduzir custos, aumentar a produtividade, enfim, sempre focando em resultados sustentáveis – de longo prazo – e utilizando cada vez menos para produzir cada vez mais. Na era da competitividade, a inovação é uma ferramenta indispensável para diferenciar-se dos demais, criando assim o Diferencial Competitivo próprio do seu produto, serviço, empresa e principalmente, da sua atuação profissional.

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